sexta-feira, 27 de Novembro de 2009

Sou MESTRE!


"Aprovada com distinção"
O que posso dizer? O reflexo de dias de luta, muita dedicação e...AMOR! Porque descobri o que gosto de fazer e tenho a felicidade de fazê-lo!
Neste dia, dou um grande bem haja a todas vocês que iluminam o meu caminho e me demonstram que estou na direcção certa!
Um beijinho do tamanho do Universo,

Solange Burri

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quarta-feira, 18 de Novembro de 2009

As algas para consumo alimentar


Totalmente embrenhada (ou embriegada?) na minha defesa de Mestrado, prevista para muito breve, falarei hoje um pouco das algas e da sua introdução na dieta do consumidor europeu...e porque não o infantil europeu quando incorporadas discretamente numas salsichas de legumes que desenvolvi, de carácter funcional. A alga aqui incorporada, actuando como um sal funcional, leva valor acrescentado de iodo...micronutriente que se sabe, hoje, atinge níveis de carência na população portuguesa e, enraizado na sua original fonte será favoravelmente melhor absorvido pelo organismo.

As algas, representam na sociedade oriental, um recurso marinho fortemente explorado na dieta alimentar, o mesmo não se verifica nas populações do ocidente, onde infelizmente apenas persistem na Alimentação como aditivos devido às suas características espessantes e gelificantes (E-401 a E-404 e E-405), extractos arrancados de uma interessante matriz alimentar que a alga oferece, esta na mira de curiosos investigadores que desejam validar, no Ocidente, este recurso alimentar alternativo e de potencial valor nutricional, de conhecimento milenar.

O objectivo é não só dar resposta ao insaciente prazer de um consumidor mais atento, habituado pela constante Inovação Alimentar, mas conhecendo a tendência de mercado na procura de uma alimentação mais saudável, que possa efectivamente surpreender as características sensoriais que privilegia mas também impedir que as prevalências de doença aumentem, como se tem vindo a verificar quando se fala, por exemplo, em doenças cardiovasculares.

As algas, de baixo valor calórico, elevado aporte de cálcio e ferro, são um alimento que veicula fortes antioxidantes e vitaminas em níveis únicos, e que abundam em Portugal, país banhado a Oeste e a Sul pelo Atlântico e que não tem rentabilizado este recurso ao seu dispôr. Alguns investigadores começam a explorar este valioso recurso como uma forma de favorecer os seus benefícios nutricionais promovendo também a sustentabilidade do planeta.

Mas não há bela sem senão... Apesar do seu excepcional valor nutricional, as algas são também bioacumuladores ambientais, razão pela qual, nos meios marinhos onde abundam, podem acumular nos seus tecidos, nefastos metais pesados como mercúrio, chumbo, cádmio, arsénio, estanho, em resultado da poluição ambiental. Por esta razão, as algas são já produzidas, em muitos países, em sistemas de fitocultura, muitos deles em regime de produção biológica, como acontece em França.

Portanto o que me parece totalmente importante no consumo de algas traduz-se essencialmente nas seguintes directrizes:

- Adquirir algas, no estado desidratado, cujo rótulo da embalagem evidencie um rigoroso controlo de qualidade, assegurando-se assim a sua inocuidade em teores químicos e microbiológicos também;

- Que seja oferecido em pequena quantidade, para salvaguardar os níveis de iodo que se desejam discretos, não só para não comprometer a actividade da glândula tiróide mas também para não assustar o consumidor com um sabor forte ao qual não está habituado;

- Que possa, porque não?, incorporar a diversificação alimentar a partir dos 12 meses, se a criança até então evidenciou uma satisfatória adaptação alimentar e está receptiva a novos sabores...

Vale a pena pensar neste ingrediente. Com informação devida para escolher o melhor. Analise o rótulo dos alimentos processados porque não vamos dizer que as algas estão lá, afinal são um ingrediente discreto que estará sempre no final da lista... o consumidor está ainda muito apreensivo! Garanto-vos que, sem darem por ela, um dia destes estarão mesmo a comer algas no prato porque a Inovação Alimentar promete ... inovar! :-))

Fui!


Dra. Solange Burri
Consultora em Alimentação
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domingo, 15 de Novembro de 2009

Ferver o leite de soja?

Questiono-a sobre o que li numa revista culinária que diz que se deve ferver o leite de soja para eliminar uma toxina existente no grão de soja. Gostaria de saber se é verdade pois costumo usar leite de soja na culinária em substituição do leite normal e nunca o fervi.

Sim, confirma-se que a soja possui na sua composição inibidores de proteases, que não são toxinas no verdadeiro sentido da palavra, mas antes substâncias "anti-nutrientes" e cujo aquecimento (100ºC - 10') irá destruir a sua acção, anulando o seu efeito.

Estas substâncias - inibidores de proteases - impedem a acção das enzimas do sistema gastrointestinal de actuar durante a digestão, e degradar, as proteínas que, implicará uma menor digestibilidade para além de não permitir o total aproveitamento nutricional das proteínas ingeridas nessa refeição.
Portanto o ideal, para obter a máxima rentabilidade nutricional da soja, é aquecer antes de consumir. E este consumo, como tenho dito sempre, deve ser descontínuo para não comprometer o sistema hormonal da criança.

Saliento ainda que, este aquecimento é mais desejável nos alimentos à base de soja não fermentados já que a fermentação no tofu, misú, tempe, reduz bastante esta situação. No caso das sobremesas lacteas - vulgo iogurtes de soja - não existindo fermentação, e se constata a dificuldade para aquecer, deve regrar-se o seu consumo, sobretudo nas crianças mais jovens que possam recorrer a outras fontes de proteína.

Dra. Solange Burri
Consultora em Alimentação



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quinta-feira, 12 de Novembro de 2009

A importância do iodo na alimentação infantil


No seguimento do post "Salsichas de legumes para Crianças", produto funcional que desenvolvi no âmbito do meu mestrado em Inovação Alimentar, cumpro hoje a promessa de escrever mais umas linhas sobre este assunto.
Na corrida contra o tempo para a preparação que a minha defesa de Mestrado está a exigir, falar-vos-ei hoje da importância do iodo na alimentação infantil, micronutriente requerido em baixas concentrações pelo organismo (= oligoelemento) mas de enorme impacto em crianças e grávidas, onde a dose diária recomendada é superior àquela verificada noutros consumidores (Ingestão optima recomendada: crianças - 90 ug/dia, grávidas - 200 ug/dia).
No geral, as pessoas associam o iodo, e muito bem, ao peixe e ao marisco, alimentos que pelo seu impacto alergéno e/ou de insegurança alimentar nem sempre são consumidos nas quantidades recomendadas nestes nichos populacionais. Ora, o iodo rapidamente entrou em deplecção na dieta infantil e essa evidência científica foi recentemente demonstrada, em Portugal, por um estudo desenvolvido pela Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo. Este trabalho, que decorreu entre 2007 e 2009, comprovou que cerca de 46 % das crianças portuguesas (entre os 7 e 12 anos) envolvidas no estudo sobre a carência de iodo apresentaram níveis baixos da presença deste elemento químico essencial para o funcionamento da glândula tiroide, enquanto 11 % revelaram indíces muito baixos. Nesse sentido, a Direcção Geral de Saúde considera a possibilidade de voltar a impôr no mercado a venda apenas de sal iodado, sobretudo para responder às necessidades verificadas nas crianças mas também em mulheres grávidas cujo impacto, e sua carência, também já foi evidenciado cientificamente.
O iodo tem a função vital de assegurar, no organismo, o funcionamento da glândula tiróide e deste modo garantir um bom funcionamento hormonal implicado no desenvolvimento do sistema nervoso e suas funções cognitivas repercutindo-se, no caso das crianças, na sua capacidade de concentração e até no seu rendimento escolar. Concretizando, está envolvido no desenvolvimento físico e mental, na maturação dos tecidos, na função muscular e cardiovascular, na reprodução e fertilidade, actuando fortemente no rendimento metabólico de vários nutrientes com os hidratos de carbono, proteínas, gorduras, sais minerais e vitaminas.
À semelhança de tudo o que se fala sobre Alimentação, este elemento químico deve ser consumido de um modo muito regrado pois o seu excesso no organismo provoca igualmente desiquilibrios. Curiosamente, no caso do iodo, o equilíbrio varia em função do consumo médio diário que a criança pratica (isto explica porque razão as crianças asiáticas comem livremente, e em quantidade, algas na sua dieta) e portanto torna-se extremamente difícil assegurar um bom desenvolvimento metabólico pois, se o consumidor infantil bebe mais leite ou consome mais legumes estará igualmente a ingerir mais iodo, surpreendentemente também presente nestes alimentos. E como já tenho dito, e porque somos FANTÁSTICAS, o leitinho da mamã também é imensamente rico em iodo :-))
Portanto, a estratégia alimentar que encontrei para diversificar a alimentação das crianças, oferecendo mais iodo, e facilitar aos pais a apresentação atractiva de legumes às crianças, foi desenvolver umas salsichas de legumes, 100% vegetais, capazes de serem integradas também na dieta de crianças alérgicas à PLV ou intolerantes à lactose, bem como crianças vegetarianas. Este produto, de carácter funcional, possui tofu na sua composição, que não é mais do que soja fermentada, cuja capacidade probiotica é poderosa e de maior interesse nutricional. O iodo está presente, não só pelos legumes, mas pela inovação do discreto ingrediente alga, em 0,8% da sua composição, actuando essencialmente como veículo de iodo e sabiamente como um sal funcional. E sem percepção sensorial para não aborrecer os pequenos gourmets...
Claro está que o iodo, sendo incorporado na sua matriz original - alga - permite, não só, uma maior biodisponibilidade no organismo como oferece ainda o valor acrescentado que a riqueza nutricional deste ingrediente alimentar oferece mas também assegura a exploração de novos recursos alimentares, de conhecido potencial milenar, e à disposição no nosso País.
Há pois toda a razão para ...ficar por perto!

Dra. Solange Burri
Consultora em Alimentação


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quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

O Pediatra e a informação alimentar...


Ontem fui à Pediatra, à consulta dos 6 meses. Quando se fala de alimentação, novos alimentos principalmente frutas, a informação deixa muito a desejar. Fico sempre com imensas dúvidas, pelo que tenho de me virar para outras fontes de informação, como a Babysol ( Um grande bem haja) , ou livros escritos por pediatras e especialistas na area. A pediatra é uma excelente profisional, mas acho que não sou a unica a ter esta experiencia com os pediatras (Mamã C., filhote 6 meses).

A sua questão relativa ao consumo de frutas e legumes tem fundamento.

Na verdade, as directrizes europeias sobre alimentação infantil que a ESPGHAN (European Society for Pediatric Gastroenterology, Hepatology and Nutrition) estabelece não referencia que variedades de hortofrutícolas as crianças deverão comer, e por que ordem deverão ser introduzidos na dieta da criança, pois este consumo varia muito pelas condições atmosféricas de cada país, que condicionam a disponibilidade geográfica e fazem prevalecer os hábitos alimentares, neste domínio, e a gastronomia das diferentes populações.
Por outro lado, e no seguimento do trabalho de investigação realizado ao longo de décadas, reportam-se actualmente muitas culpas à deficiente alimentação implementada na Sociedade Moderna, que factores como diminuição da prática de exercício, aumento da disponibilidade de alimentos nefastos e desrespeito social pelo cumprimento do horário das refeições em paralelo com o desenrolar de novas tecnologias industriais, promoveram. Por isso, os temas Alimentação e Segurança Alimentar apresentam hoje um vasto, e muito pertinente, leque de problemas, e formas de os ultrapassar/contornar, muito sensíveis.

Acredito que seja difícil para os pediatras, ou outros médicos, dar resposta às elevadas exigências que o nosso sistema de saúde obriga e ainda assim se actualizarem neste contexto, para além da reciclagem de conhecimentos que a sua especialização também obriga. Por outro lado, tem sido extremamente delicado particularizar todos estes cuidados nos bebés onde, por vezes, as reacções podem ser tão variadas... e também na evidência de inexplicáveis episódios de susceptibilidades alimentares que teimam em prevalecer...

Há pois ainda um longo caminho a percorrer sendo que a tendência será, a curto prazo, e à semelhança do que acontece já noutros países europeus, de se criarem fortes equipas profissionais multidisciplinares que assegurem ao Bebé, ou outro utente, a plenitude dos seus cuidados personalizados de saúde.

Na minha perspectiva, considero fundamental as progenitoras, principais protagonistas na alimentação dos filhos, a estarem devidamente informadas, e serem portanto mais exigentes, para poderem assim agir e tornar estes serviços cada dia de melhor qualidade.

Alguém discorda do meu ponto de vista?


Dra. Solange Burri
Consultora em Alimentação
Linha de apoio on-line

Leia também:
Como escolher o pediatra?
Manual de Instruções sobre a Alimentação do Bebé


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segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

Novos menús BabySOL

Menú BabySOL do Bebé: 4/6 meses

Novo!

A introdução da alimentação sólida depende de Bebé para Bebé, sobretudo se está a ser amamentado, em exclusivo ou não, ou se já está com leite de fórmula. É pois, para as crianças em que já foi autorizada a introdução da sopa, e previamente a papa (ou vice-versa) que hoje preparámos este Menú...Tomem nota:

Almoço

Jantar

2ª feira

Sopa de Alface com Frango

½ Pêra+ ½ maçã

Papa


3ª feira

Creme de Abóbora com Perú

Maçã cozida

Papa


4ª feira

Creme de Alho Francês com Borrego

Maçã crua


Papa


5ª feira

Creme de Bróculos com Frango

½ Pêra+ ½ maçã


Papa

6ª feira

Creme de Courgette com Coelho

Banana madura


Papa

Sábado

Sopa de Alface com Frango

Maçã crua

Papa

Domingo

Creme de Abóbora com Coelho

Maçã cozida

Papa


Nota: todos os alimentos deverão ser aprovados pelo médico assistente antes da introdução na dieta infantil.


Se pretende receber este Menú BabySol® com a descrição de todas as Receitas & Dicas: contacte-nos!


Dra. Solange Burri
Consultora em Alimentação

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Novos menús BabySOL - 6/8 meses


Menú BabySOL do Bebé: 6/8meses

Novo!


A faixa etária dos 6/8 meses representa, para algumas crianças, o início da diversificação alimentar enquanto para outros Bebés já se trata de um momento para novos sabores. Mensalmente o Portal BabySol irá publicar os Menús para as diferentes idades...Tomem nota:

Almoço

Jantar

feira

Sopa de Alface

Açorda de Frango*

Maçã crua

Creme de Bróculos e coelho

Banana madura

feira

Creme de Abóbora

Purezinho de Perú*

Pêra crua

Creme de Courgette e Borrego

½ Pêra+ ½ maçã

feira

Creme de Bróculos

Farinha de Pau de Vitela*

Banana madura

Sopa de Alface com Frango

Maçã crua

feira

Creme de Alho Francês

Purezinho de Legumes com Frango*

Maçã cozida

Creme Abóbora com Peru

1/2Banana + 1/2 pêra madura

feira

Creme de Courgette

Açorda de Vitela*

Pêra cozida

Sopa de Alface comFrango

Banana madura

Sábado






Domingo

Creme de Bróculos

Purezinho de Frango*

Maçã crua


Creme de Courgette

Farinha de Pau de Pato*

Maçã crua

Creme Alho Francês e Perú

½ Pêra+ ½ maçã


Sopa de Alface e Coelho

Banana madura


* Se o Bebé não iniciou ainda o 2º prato, utilize esta variedade de carne na sopa.
Nota: todos os alimentos deverão ser aprovados pelo médico assistente antes da introdução na dieta infantil.

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Novos menús BabySOL - 8/12 meses

Menú BabySOL do Bebé: 8/12 meses

NOVO!


Mensalmente o Portal BabySol irá publicar sugestões de Menús adequadas para as exigentes especificidades nutricionais de faixas etárias distintas. Aqui deixámos a nossa sugestão que se aplica à transição das texturas para uma adaptação à dieta familiar mais rápida pelos filhotes de 8-12 meses...Tomem nota:

Almoço

Jantar



feira

Creme de Bróculos

Açorda de Frango

Maçã crua

Sopa de Alface

Purezinho de Peixe

Pêra crua



feira

Sopa de massinhas

Farinha de Pau de Pescada

½ Pêra+ ½ maçã

Creme de Abóbora

Arroz com coelho

Banana madura



feira

Sopa de Alface

Açorda de Vitela

Uvas + Banana

Creme de Bróculos

Purezinho de Peixe

Maçã crua



feira

Creme Ervas Aromáticas

Purezinho de Perú

½ Pêra+ ½ maçã

Sopa de Espinafres

Açorda de Gema

Maçã cozida


feira

Sopa de massinhas

Frango com Fruta

Banana madura

Sopa de Alface

Arroz de Peixe

Pêra cozida


Sabado

Sopa com Ervilhas

Borrego com Arroz

Pêra crua

Creme de Abóbora

Açorda de Peixe

½ Pêra+ ½ maçã



Domingo

Creme Ervas Aromaticas

Purezinho de Frango

Maçã crua

Sopa de Espinafres

Borrego com Arroz

Banana madura

Nota: todos os alimentos deverão ser previamente aprovados pelo médico assistente antes da introdução na dieta infantil.

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Novos menús BabySOL - A partir 12 meses


Menú BabySOL do Bebé - A partir 12 meses


NOVO!


Mensalmente irá ser publicado, aqui no Portal BabySol®, um Menú criteriosamente elaborado para as diferentes faixas etárias e tendo em conta as respectivas especificidades nutricionais.

Deixo agora a sugestão de menú semanal para crianças de 12 meses em diante. Pretende-se assim diversificar as texturas, reduzir a textura das sopas e introduzir a dieta familiar...

Tomem nota:



Almoço


Jantar


2ª feira

Sopa de massinhas

Bifinho de Frango com puré de maçã

Pêra crua

Sopa de Alface

Farinha de Pau de Pescada

Maçã crua



3ª feira

Creme de Abóbora

Borrego com Arroz

½ Pêra+ ½ maçã

Sopa de Espinafres

Massinha com Peixe

Banana madura



4ª feira

Creme de Bróculos

Açorda com Gema

(Uvas/ ameixas/ Pêssego) + banana

Creme Ervas Aromáticas

Purezinho de Peru

Maçã cozida



5ª feira

Sopa de Espinafres

Papelotes de Peixe

Pêra cozida

Sopa de Alface

Jardineira de Borrego

Maçã crua


6ª feira

Sopa de massinhas

Purezinho de Coelho

Banana madura

Creme de Bróculos

Peixe assado

Maçã cozida


Sábado

Creme Ervas Aromáticas

Arroz de vitela

Pêra madura

Creme de Abóbora

Souflee de Pescada

Banana madura


Domingo

Sopa de Alface

Carne assada com batatas

Gelatina

Sopa de Espinafres

Massinha de Frango

Maçã crua

Nota: todos os alimentos deverão ser previamente aprovados pelo médico assistente antes da introdução na dieta infantil.


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Dra. Solange Burri
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domingo, 8 de Novembro de 2009

Alergias alimentares: existe cura?

No seguimento do artigo anterior "Medicina complementar para tratar alergias alimentares" apresenta-se este artigo complementar onde finalmente será feita uma descrição mais pormenorizada sobre estas técnicas, inócuas para o bebé, e que possibilitarão não só a diminuição do impacto metabolico da susceptibilidade alimentar como contribuirão para aumentar a robustez do sistema imunitário infantil.


MTC-Acupunctura:
Técnica que envolve a aplicação, indolor, de finas agulhas em zonas definidas, ou seja escolhem-se determinados pontos de acupunctura dos meridianos (linhas de energia espalhadas pelo corpo) ou não, que vão variar conforme os síndromes (disfunções do organismo segundo a MTC). Pode ser feita com as tradicionais agulhas de acupunctura ou apenas por pressão com os dedos nos pontos de acupunctura. O acupunctor fará primeiro uma anamnese, ou seja, um teste preliminar, para verificar que órgão(s) se encontra(m) em disfunção. Depois verifica qual poderá ser a dieta mais adequada, seguida de tratamento com ou sem agulhas.
Adequado para: cólicas, dores, diarreia ou obstipação, anemias, doenças das vias respiratórias, problemas de crescimento ou de peso, ajuda a robustecer as defesas, para o bom funcionamento dos diferentes órgãos.
No caso específico como as alergias alimentares, a MTC-Acupunctura pode sempre ajudar não só a minimizar os danos, como também a fortalecer o sistema digestivo do bebé, de modo a não ficarem sequelas para o futuro na saúde do seu filho.

Massagem Sacrocraniana:
Massagem suave que visa repor o ritmo do líquido céfalo-raquidiano. Qualquer tipo de doença ou queda poderá trazer disfunção neste ritmo, perturbando assim a saúde e bem-estar do seu bebé. No caso de uma alergia alimentar que irá sempre afectar o sistema digestivo, com esta terapia os sintomas poderão ser sempre minimizados muito eficazmente.

Aqua-Bioenergética:
Esta terapia é em parte desenvolvida segundo bases científicas da teoria Hidrodinâmica. É efectuada numa piscina de água quente coberta. Terapia recente e de enorme ajuda nos casos mais resistentes e difíceis. Nos bebés, esta terapia ajuda a libertar-se de traumatismos, assim como de tensões durante e após o nascimento. Nos problemas digestivos ou nomeadamente alergias alimentares esta terapia é uma mais valia, ao ajudar a restabelecer o bom funcionamento de todo aparelho digestivo.

Florais de Dr. Bach:
A terapia floral é simples e directa e os seus resultados podem ser rápidos especialmente em bebés, onde as essências florais, em gotas, administradas por via oral ou simplesmente na pele, ajudam a tratar o bebé e não a doença.
Actua de forma muito diferente das outras aqui mencionadas e demonstra-se pelo exemplo a seguir: a mãe que esteja com medo de perder o emprego, independentemente se está a amamentar ou não, essa emoção pode trazer-lhe perturbações nervosas e a nível intestinal. O bebé pode ao fim de pouco tempo ficar com os mesmos sintomas da mãe, i.e. nervosismo, receoso e com perturbações no intestino, p.ex. diarreia. Neste caso administra-se floral(is) à mãe, pois é ela o factor causador de mal estar ao bebé. Por vezes é necessário tratar ambos, mãe e bebé.

Sais de Dr. Schüßler:
Consiste na ingestão de minerais em quantidades mínimas. São 12 minerais, desde o Calcium fluoratum (muito importante para os ossos e dentes), passando pelo Magnesium phosphoricum (muito bom para relaxamento) até ao Ferrum phosforicum (importante para o sistema imunitário e febres altas).
São comprimidos que se desfazem na boca. Ao bebé podem ser dados na água quente ou tépida.
Os sais mais habituais para as alergias alimentares são: Kalium chloratum, Kalium sulfuricum, Natrium chloratum, Natrium sulfuricum. A sua escolha implica o acompanhamento de um terapeuta para se administrar qual destes será o mais adequado.

Homeopatia:
Samuel Hahnemann foi um médico do séc. XVIII. Insatisfeito com a imprecisão e a ineficácia dos remédios da sua época, decidiu começar a fazer experiências acabando por criar a homeopatia. Esta baseia-se em dois princípios; o da similitude que diz que para curar uma doença, é necessário dar ao doente um remédio que, quando administrado num indivíduo saudável lhe provocaria os sintomas dessa doença, provocando deste modo o seu sistema imunitário. É o princípio da diluição infinitesimal que diz que quanto mais diluída for a substância maior eficácia tem.
Assim usa doses mínimas de substâncias, (as quais em doses normais provocariam doença ou sintomas desta) para curar essa doença. As doses usadas são baixas e mesmo assim constata-se que é eficaz e a atestar isso está a forte expansão e reconhecimento da homeopatia, que está um pouco por todo o lado, especialmente na Alemanha, França, Reino Unido e Brasil.
A Homeopatia pode ser administrada via oral ou através da pele como é o caso de pomadas. Existem comprimidos, gotas e grânulos, tomas únicas ou não. Esta terapia, tem uma palete muito variada de medicamentos homeopáticos no combate às alergias alimentares.

Qualquer uma destas terapias não impede ou interfere com a medicina alopática/convencional caso o seu bebé esteja a ser seguido pelo médico de família ou pediatra. Saiba contudo, que a toma do alimento alergénio deve ser controlada, pelo que deverá seguir estes cuidados se tem a seu cargo uma criança com susceptibilidades alimentares.


Victor Batista,
Acupunctor-Naturologista, membro da CNNET n.º 99
Contacto: 916 809 615
E-mail

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